domingo, 11 de setembro de 2011

ALEISTER CROWLEY


Descrito pelo jornal Daily Telegraph como “o homem mais depravado que já existiu”, o inglês Edward Alexander Crowley ou Aleister Crowley (1875-1947) está associado a várias seitas e sociedades secretas do século 20, como a Ordem Hermética da Aurora Dourada e a alemã O.T.O. (Ordo Templis Orientis), do qual se tornou o Chefe Visível (existe também um Chefe Invisível, só conhecido pelos iniciados). Aventureiro, místico, boêmio e, para os céticos, um tremendo picareta, Crowley afirmava ser o Anticristo e chamava a si mesmo de A Besta do Apocalipse. Ele também se gabava de ter invocado todos os demônios do inferno (e de lugares ainda piores).
Ocultista aplicado, Crowley viajou à Índia, ao Tibete, ao México, ao Japão, ao Sri Lanka e à China. Estudou budismo, taoísmo, hinduísmo, tantrismo, sufismo e acabou fundando sua própria religião, chamada Telema, cujo único mandamento era “Faça o que quiseres, pois é tudo da Lei”. Sim, você já ouviu essa frase antes – na música Sociedade Alternativa, de PAULO COELHO e Raul Seixas. Nos anos de 1970, o mago e o roqueiro eram fiéis seguidores da Besta.
Em 1904 ou 1919 (as biografias variam), durante uma viagem ao Cairo, Aleister Crowley teria encontrado um ser misterioso chamado Aiwass que o orientou nas artes mágicas. Há quem diga que Aiwass era uma alucinação de Crowley, que tinha, aparentemente, certa tendência para a esquizofrenia. Outros afirmam que Aiwass era um alienígena de SÍRIUS. E ainda tem gente que acha que a criatura era um turista da nação subterrânea de AGARTHA – a mesma que, segundo teorias conspiratórias das mais delirantes, manteve relações diplomáticas com a Alemanha nazista. De fato, nos anos 1930, Aleister Crowley costumava afirmar em alto e bom tom: “Antes de Hitler havia eu!”
Gianni Vannoni, autor de As Sociedades Secretas (Francisco Alves, 1985), não descarta a possibilidade de que Crowley tenha conhecido e influenciado Adolf Hitler. Nesse caso, é possível que ele tenha apresentado Aiwass ao ditador. Quem sabe?
Aleister Crowley dizia possuir vários livros misteriosos e mágicos, como um certo O Abramelin, compêndio de práticas mágicas do antigo Egito supostamente compiladas por Moisés, além do famigerado NECRONOMICON, espécie de “quem é quem” dos demônios antidiluvianos. Mas apesar de suas relações com entidades cósmicas das mais poderosas, Aleister Crowley não conseguiu enganar a morte. Ele sofreu um ataque cardíaco fatal em dezembro de 1947.

ALBERT SPEER


Arquiteto nazista que aplicou o “princípio das ruínas” nas obras monumentais encomendadas por Adolf Hitler. A missão de Speer era redesenhar Berlim para que a cidade ficasse à altura da missão de ser a capital do Reich de mil anos. Em 1930, Hitler definiu o tipo de arquitetura que gostaria de ver: “Se em um futuro distante, arqueólogos cavarem a terra (...), eles terão uma revelação que estremecerá o mundo”.
O “princípio das ruínas” é isso: construir prédios que pareçam magníficos quando despedaçados e cobertos de mato. Esta história bizarra aparece no documentário Arquitetura da Destruição, de Peter Cohen, que retrata o nazismo como um doentio e megalômano projeto estético. Nas artes plásticas, isso se reflete no banimento do modernismo e no retorno aos ideais da Renascença. Na medicina, o ideal estético compreende a adoção da eugenia para o aperfeiçoamento da raça ariana e a construção de campos de extermínio para transformar o resto da humanidade em sabão.
Arquitetura da Destruição é um documentário sério e nada tem de conspirologia. Mas a motivação estética nazi e o princípio das ruínas de Speer nos levam, inevitavelmente, à cosmologia de HANS HORBIGER, que acreditava que a missão da Alemanha nazista era trazer os deuses de volta à Terra. Ressuscitar os antigos Titãs. Só eles compreenderiam a civilização nacional-socialista quando descobrissem as ruínas de Speer.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Serpente

 
Carrego em minha boca
o veneno da serpente,
que me escorre pela garganta
acumulado entre os dentes.

Tenho nas entranhas um misto de
sentimentos, a ira da víbora
que desliza em segredos, traiçoeira
e escondida aguardando meus desejos.

Carrego em meu peito
uma naja enrolada,
do lado esquerdo ela me prende,
do outro ela me abraça.

Controlando-a
a cada dia que se passa,
não deixando seu veneno
ultrapassar minha couraça.

E vou mantendo esta serpente...
não deixando o seu veneno se
destilar em minha mente. 
                 dy Leni Martins